* Por Assessoria
Ficou para depois das eleições de outubro a decisão sobre o Projeto de Lei que poderá levar a falência o Estado do Rio e os municípios fluminenses produtores de petróleo, as perdas chegariam R$ 10 bilhões. Porém, segue aguardando uma posição do Supremo Tribunal Federal (STF) um mandado de segurança de autoria do deputado federal Geraldo Pudim (PR-RJ) questionando o teor da emenda aprovada pelo Senado que modificou o critério de distribuição dos royalties, que agora está na Câmara.
O PL está pronto para ser votado no Congresso Nacional, e cria o Fundo Social com o dinheiro do pré-sal, institui o regime de partilha para a exploração do petróleo e altera a distribuição dos royalties de forma igualitária. Caso seja aprovada, a proposta quebra os dois principais estados produtores do país, Espírito Santo e Rio de Janeiro. As emendas que redistribuem os royalties têm como autores dois parlamentares do Rio Grande do Sul, o deputado Ibsen Pinheiro e o senador, Pedro Simon, ambos do PMDB.
A emenda Ibsen aprovada em 27 de março na Câmara dos Deputados não previa de que forma os estados e municípios produtores seriam recompensados. Quando chegou ao Senado, Simon modificou a proposta, e passou para a União o compromisso de arcar com o prejuízo desses estados e municípios produtores. Com isso, o PL retornou a Câmara para mais uma vez ser votada, caso aprovada enviada ao Senado e se passar vai aguardar a sanção do presidente Luis Inácio Lula da Silva que pretende vetar.
Na avaliação do procurador aposentado do Estado do Rio de Janeiro, Humberto Ribeiro Soares, há pelo menos nove inconstitucionalidades apontadas como impeditivas para que o marco regulatório do pré-sal seja modificado pelos quatro Projetos de Lei encaminhados ao Congresso pelo governo federal. Entre os projetos que tramitam no Senado, está o que define um novo sistema de partilha da produção de petróleo e de distribuição de royalties. Para ele apenas quem produz petróleo têm direito a royalties.
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