Entre o conto de fadas de Cabral e a realidade do tráfico
Postos policiais em favelas do Rio de Janeiro mudam estratégia do tráfico
Venda continua, mas é feita sem armas por mulheres ou crianças, dizem policiais
Mario Hugo Monken, do R7, no Rio
Na maioria das favelas do Rio de Janeiro, a venda de drogas costuma ser feita de forma escancarada - traficantes exibem armas e falam os preços da cocaína e da maconha em voz alta. Com a instalação das chamadas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) - postos policiais – nas comunidades, os criminosos foram obrigados a mudar a estratégia para vender drogas.
Policiais civis e militares ouvidos pela reportagem do R7 revelaram que o tráfico de drogas nas favelas pacificadas agora é feito de maneira mais discreta: os entorpecentes não ficam mais em banquinhas ou mesinhas; as chamadas bocas de fumo não têm seguranças armados, e o serviço é realizado por pessoas sem mandado de prisão, mulheres ou crianças.
É o que acontece hoje nos morros do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho, na zona sul. As comunidades foram ocupadas por uma UPP em dezembro passado. Policiais militares identificaram ao menos seis bocas de fumo em funcionamento – todas sem armas.

Para se ter uma noção do descaso com que Sérgio Cabral comanda, ou pelo menos tenta, o Rio de Janeiro, desde quando foi modernizada por Rosinha Garotinho, quando administrava o Estado, em 2006, na época ganhou até escada rolante, a estação de trem do Méier, nunca mais recebeu qualquer tipo de investimento. Aliás, estou até sendo injusto como Cabral, como bem disse a jornalista Berenice Seara, em sua coluna Extra, Extra!, no jornal Extra online, o que mudou foram à quantidade de composições que diminuiu e o tamanho das filas de espera, que aumentou.

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